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Temer envia força-tarefa ao Ceará após morte de chefes de facção criminosa

Temer envia força-tarefa ao Ceará após morte de chefes de facção criminosa

O grupo é composto de 36 integrantes. São 26 agentes da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública.

Uma força-tarefa montada pelo governo federal chegou a Fortaleza, na madrugada desta segunda-feira, 19. O grupo, composto de 36 integrantes, foi criado sob ordens do presidente Michel Temer, depois do assassinato de um dos chefes da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue. O corpo foi encontrado em Aquiraz, na Grande Fortaleza.

Além de Gegê, outro integrante do PCC, Fabiano Alves de Souza, o Paca, foi encontrado morto. Os dois eram foragidos da Justiça de São Paulo e morreram com tiros e facadas no rosto.

No total, são 26 agentes da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública, que serão chefiados pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Conforme o Ministério da Justiça, a força-tarefa tem o intuito de oferecer apoio de inteligência às forças de segurança do estado no combate ao crime organizado, "diante dos últimos acontecimentos".

Violência no Ceará

Esta ação no Ceará é uma resposta à onda de violência enfrentada no estado.

Só em 2017, o Ceará registrou o total de 5.134 homicídios, os maiores números desde 2013.

O ano de 2018 não começou muito diferente. Janeiro marcou duas grandes chacinas: em Cajazeiras, que deixou 14 mortos, e na Cadeia Pública do Município de Itapajé, com 10 mortos. E só nos primeiros dias de Fevereiro foram registrados mais de 100 assassinatos no Ceará.

Até o momento, o estado contabiliza cerca de 776 assassinatos.

P.Queiroz, advogado e presidente da Aspramece explica que o atual momento de violência que estamos vivenciando é fruto do governo não ter investido na polícia cívil, que é quem faz toda a investigação criminal.

"É de bom agrado a presença desses 36 profissionais no Ceará, mas o ideal seria que o governador contratasse por volta de 300 agentes investigativos para fazer permanentemente a pesquisa criminal. Até porque daqui uns dias esses investigadores enviados pelo Temer estão indo embora. E depois? Tudo voltará ao normal?", pergunta o advogado.

Intervenção no Rio de Janeiro

O governo federal também decretou, na sexta-feira, 16, uma intervenção federal no Rio de Janeiro, com duração até o fim do ano de 2018.

Ao ser questionado se o Ceará necessita do mesmo tipo de intervenção, P.Queiroz afirma repudiar qualquer forma de intervenção federal na área de segurança púbica do estado.

"A maioria dos homicídios que ocorreram no estado do Ceará foram de pessoas que escolheram viver à margem da lei, envolvidas com o tráfico. No Rio de Janeiro, desde os anos 90, essas comunidades vêm se espalhando. Coisa que não ocorreu no Ceará", explicou o presidente da Aspramece.

P.Queiroz finalizou dizendo que apoia uma intervenção na saúde, educação e geração de emprego e renda.

 

 

 

 

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