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Editorial: A política de Segurança Pública precisa mudar

Editorial: A política de Segurança Pública precisa mudar

Saiu na Imprensa

Urgentemente, algo deve ser repensado na política de segurança pública do Ceará. A partir dos últimos dados estatísticos de violência, consolidados sobre o mês de maio de 2017, o cenário posto é aterrorizante ao cidadão cearense. Principalmente quanto ao número de homicídios. A situação só piora, qualquer que seja o recorte a ser considerado.

O que dizer da média de 15 assassinatos registrados diariamente no Estado? Eram 10, um ano atrás - este já um índice muito grave àquela época. Na Capital, comparando o total de assassinatos de maio do ano passado (85) com o de maio deste ano (191), a alta chegou a absurdos 124,7%. Nos cinco primeiros meses de 2017, foram 255 homicídios a mais que no mesmo período de 2016. Só fevereiro, dos cinco meses de 2017, teve menos gente assassinada, em relação ao ano anterior. São índices recordistas que se agravam a cada nova contagem.

O governo estadual precisa reconhecer que sua estratégia não tem sido eficiente. Se, como alega a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a crise penitenciária tem ultrapassado os muros das cadeias abarrotadas, hoje compartimentadas por facções rivais, então que se direcione o olhar atento, com competência, para aquele ambiente. Se os crimes e as rivalidades podem ser combatidas a partir de lá, ao governo cabe acionar seus serviços de inteligência para desfazer este dano aos cidadãos de bem amedrontados aqui do lado de fora.

Foram 1.824 assassinatos no Ceará até maio, serão mais de 2.000 homicídios ainda antes do fim de junho, seguindo a escalada atualmente registrada. Assim sendo, como será terrível ao final deste ano. Não precisamos nem queremos ter alguém próximo de nós como parte dessa estatística.

O governo, que também merece elogios por não camuflar a situação e apresentar os números na sua real gravidade, deve humildemente considerar seus erros estratégicos e partir para outros planejamentos. Tanto acionando o pensamento acadêmico, de estudiosos que monitoram com outras leituras não apenas belicistas a crise da segurança, como da sociedade, que é a vítima direta da situação. É evidente que há algo errado, que não se sustenta, nessa política atualmente conduzida. Os dramas e a crise da violência não precisam piorar ainda mais.

 

O Povo

 

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